musica

24 de jun de 2011

Aqui e o fundo do quintal que se aproveita toda a terra



a salada de hoje






dá pra ver que eu adoro preparar saladas... e a de hoje, além de gostosa, ficou muito bonita.
os ingredientes foram couve flor, tomate, kiwi, couve manteiga, cebola verde, salsa, salsão e as flores de capuchinha. no tempero, shoyo, azeite, gengibre e limão. hmmmmmmmm!!!!









a capuchinha é mesmo um amor, além de facílima de cultivar - é preciso até estar muito atento com ela, porque se expande com rapidez, e pode tomar conta da sua horta ou jardim - tem uma folhagem e flores muito bonitas e deliciosas... essa salada aí, com excessão das azeitonas, saiu toda aqui do quintal, e são as flores da capuchinha quem dão o toque de cor... podemos comer também as folhas, que tem um sabor bem acentuado, meio próximo do agrião. contém muita vitamina c e uma porção de outras propriedades terapêuticas, há muito material sobre ela no google. boa de ver e de comer!..
Quintal produtivo





Chuchu, cúrcuma, cruá, cará-moela e muita orelha-de-padre - fresca e seca, de um mero quintalzinho




Por causa da reforma, tivemos que fazer uma pequena colheita forçada, liberar os muros e os pequenos canteiros de terra. Mas nada é pra sempre. Logo planto de novo orelhas-de-padre, minhas taiobas, ora-pro-nobis, couves, pimentas, manjericões, cará-moelas, couves e outras miudezas de comer.




Diante da farta colheita de orelhas-de-padre em diferentes estágios de maturação, de chuchus de todo tamanho, cará-moelas, cruás e uma baciada de cúrcuma - as folhas já haviam murchado há tempos -, fiquei curiosa para saber o tamanho exato do meu latifúndio que se resume a algumas faixas de terra rentes aos muros. Arrisca um palpite? Medi, remedi: vinte e cinco metros quadrados! Está certo que umas cordas de aço prolongando o muro aumentam sensivelmente o capacidade produtiva do quintal, mas ainda assim vou sentir falta dos dois metros que perderemos com as mudanças.




Quando chegamos nesta casa não havia uma nesga de terra, tudo pavimentado havia cinquenta anos, mas foi a primeira coisa que pensamos - liberar espaço, plantar, deixar a terra respirar. E ela nos agradece a cada dia, a cada estação.


Não adubo a terra, não corrijo, não faço nada, tem dó de carpir. Só vou plantando. As espécies vão se sobreponhdo, vão vencendo as mais fortes. De repente me esqueço que havia ali naquele fio de aço um pé de cará-moela e só noto quando acho que uma pedra caiu do ceu. A orelha-de-padre foi tomando lugar, fazendo tunel no corredor. Já o chuchu vai enroscando as gavinhas encaracol brigando com o cruá. Enquanto ninguém presta atenção, o ora-pro-nobis lança mãos espinhentas no meio da madrugada tentando invadir o telhado do vizinho. Nem havia reparado aqueles dois cachinhos de uva acima do pé de uvaia que um ano dá, outro não, e pede para sair do vaso.


E depois vem as amoras da amoreira adormecida. Couves vem e vão. No corredor meio sem luz, as taiobas se abrem em guarda-sois. E a pimenteira de sementes do México, durante o ano todo, anos e anos, frutada de pimentas pretas e vermelhas, um dia morre dando espaço para mudas novas que já se formaram abaixo dela. Nascem e morrem capuchinhas, vem capiçobas espontâneas, depois tanchagens, dente-de-leão e mentruz. Cadê o capim cidreira que era uma moita grande? Ah, perdeu-se embaixo da floresta de galangas. Do nada, nasceram camapus silvestres ou cuspidos. O jambu se espalha e amarelece flores miúdas. Do coentro-do-pasto cuido das duas últimas mudinhas que restaram, espremidas pela grama. E assim vão se moldando ao longo do ano, a paisagem mudando, verdejando, descolorindo, folhas caindo, renascendo, multiplicando.






Havia dois chuchuzeiros: um na frente da casa que foi parcialmente esmagado pelas madeiras da reforma; e este dos fundos que precisou ser sacrificado - não, sem antes salvar uma muda num vaso. Veremos se vinga.







A orelha-de-padre em três tempos - na primeira foto, feita há um ano, meu amigo Celso Fioravante colhendo as vagens verdes que adora. A última foto foi feita neste final de semana antes de sacrificar o pé que, desde que o plantei há cerca de um ano e meio, só fez crescer e produzir o tempo todo, sem safra definida, fechando o corredor




Vagens em vários estágios (feijões verdes foram meu almoço ontem). Os frutos e a massa verde tirada da cerca





As cúrcumas já haviam perdido as folhas desde o mês passado, mas ainda estavam frescas e dignas sob a terra Cúrcuma ou açafrão-da-terra, cujas folhas ficam amareladas nesta época. Os tubérculos podem ser arrancados, lavados e usados frescos. Falarei mais dele em breve.




E mais: o que já produziu este pequeno quintal mutante ao longo dos anos


Uvaias

Uvas
Cará-moela ou cará-do-ar

Couve: neguinho também gosta e ajuda

Taioba





Manjericão-anis





Ervas à toa como capiçoba (acima) e tanchagem (abaixo). Capuchinhas e muita maria-sem-vergonha





Pimenta, cuja semente ganhei da Nina Horta, vinda do México. Chegou a 4 metros de altura. Hoje já é outra muda que ainda não atingiu este tamanho





Ora-pro-nobis. Quanto mais se poda, mas se colhe





Amora espinhenta





E até jambu!
http://come-se.blogspot.com imagens e texto

Um comentário:

  1. MUITO AGRADAVEL SEU BLOG,GOSTEI MUITO,PASSA UMA PAZ INTERIOR AMEI!

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