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17 de jun de 2011

A dor, o medo e a solidão Começo a procurar um novo rumo pra vida!



De repente sentimos que envelhecemos. Nossos atos não cor respondem mais com tanta rapidez como em outros momentos de nossas vidas. A filha parte para a jornada pessoal e nos deixam um imenso vazio. Aqueles que não os tem refletem agora os prós e contras das decisões com partilhadas, ou não, numa vida a dois. O corpo já mostra sinais de cansaço e restrições jamais imaginadas e desejadas. Recorremos a consultórios médicos que nos remetem a exames muitas vezes invasivos e dolorosos, física ou emocionalmente. É a tecnologia em alta tentando prolongar a vida. Nas salas de espera dos consultórios, o clima de cumplicidade se estabelece. Estamos todos lá para nos salvar das dores, do medo e da solidão. São histórias de vida diferentes que testam a nossa fé e esperança em dias melhores.
Esses momentos em nossas vidas vêm se aproximando sem que tomássemos consciência da sua existência, das mudanças drásticas que teremos que enfrentar.
Quando tudo se junta; saída da filha , menopausa, aposentado ria, perda de ente querido e inúmeras situações, o mundo parece desabar e precisamos recolocar tijolo por tijolo numa nova construção. É a meia idade! O que eleva são as experiências passadas, sejam elas quais forem, e a coragem de enfrentar o que está se aproximando dia após dia. Precisamos buscar a certeza da paz interior, viver plenamente cada momento, buscar grupos de apoio sejam para atividades físicas, lazer, ou outro qualquer, mas sempre com o prazer interno da realização. Ser feliz é um estado da alma. É ver em cada acontecimento um momento de crescimento e aperfeiçoamento das qualidades do ser humano. É superar e olhar para frente entendendo cada momento, contando com o carinho e apoio dos familiares, mas nunca esquecendo que tudo isso se constrói ao longo da vida. Nunca é tarde para iniciar esse processo.

As mãos, estes simples instrumentos que transmitem tantos sentimentos, estão presentes com a sua linguagem silenciosa e fundamental. É o calor do aconchego, o aperto da amizade, do carinho e da compreensão. É troca, é linguagem universal!


Como dizia John Donne “Nenhum homem é uma ilha”, com partilhamos e fazemos parte de um mesmo universo. É vontade própria de reagir e buscar o outro num processo natural e contínuo. O mundo precisa de encontros, realizações, felicidade.

Nossas Escolhas

As escolhas que fazemos refletem nas nossas vidas, às vezes, por toda uma vida. As decisões, nem sempre maduras e objectivas, dependem das circunstâncias que estamos vivendo naquele momento. Os sentimentos afloram e tomamos caminhos que depois questionamos o valor e os resultados.
Este viver intenso, recheado de realizações e frustrações, chama-se vida! Tomar consciência pelo que optamos , buscar novos rumos para as questões complicadas que não digerimos, faz parte do crescimento de cada um.
Por que as decisões são importantes? Para não adoecermos, o corpo tem uma linguagem própria que não esconde a nossa realidade, necessidades e os nossos desejos. Isto é positivo! É um indicativo de que algo precisa mudar.
Pare, respire, interiorize! O que está acontecendo? O que está me aborrecendo? Difícil? Sem dúvida! Há métodos eficientes para iniciar esta busca. Para uns é melhor escrever, para outros falar ou quem sabe até desenhar. Descubra qual é a sua maneira de exterior izar. É um primeiro passo.

Há momentos da vida que se tornam quase que in suportáveis de aguentar e então é preciso aceitar ajuda. Consultar um médico, um terapeuta, alguém que você confia, um amigo, um parente, alguém para desabafar e aliviar o coração.Seja qual for a sua opção não deixe de tentar. A vida é bela para quem enfrenta de frente as dificuldades. A sensação final é de alívio e prazer. Não se esqueça que a escolha deve ser uma decisão só sua para que no futuro você possa arcar com o sucesso ou uma nova escolha. Saia em busca da felicidade no tempo certo, com equilíbrio e determinação!

A Paixão que Move Montanhas
Fico pensando o que faz com que a vida seja mais feliz, mais interessante, repleta de realizações e decisões certeiras. O que impulsiona ou estaciona e faz toda a diferença no amadurecimento do ser humano? Da capacidade de viver em grupo e ter um relacionamento sadio e duradouro?
Recentemente li uma frase de Mahatma Ghandi que me fez refletir: “A mudança começa em cada um de nós. Seja a mudança que quer ver no mundo”.
Toda a mudança individual a que nos propomos fazer, com certeza, moverá os que estão a nossa volta. Isto não é nenhuma novidade para os adeptos das terapias e estudos afins. Mas vale lembrar, para os menos antenados, que a mudança faz parte de uma engrenagem, em que nos interligamos seja física/pi sicá e/ou emocionalmente, composta de seres em desenvolvimento, que, ao aceitá-la, resulta em auto-conhecimento.
A peça chave que move toda essa estrutura e faz com que tomemos a decisão de mudar é a paixão e dedicação pelo que se optou fazer e desenvolver em nossa vida.
É o toque essencial que faz acordar de um estado de inércia, é a busca íntima que faz germinar a semente guardada no mais profundo do ser. Não somos uma peça isolada que vive friamente tocada pelo ar. Necessitamos do outro, da companhia, da troca de afecto, de ideias e ações que trazem à vida brilho, uma vontade superior de viver e realizar os sonhos. Buscar o comprometimento, o envolvimento responsável, a ética e caracter firmes, o amor e carinho à nossa vida e a de todos aqueles que nos cercam é o caminho para a felicidade.
Como complemento desta dinâmica a generosidade, um simples sorriso, um aperto de mão, transformam os dias mais felizes e sinceros. A prática descompromissada do bem num grau de naturalidade e simplicidade é capaz de trazer ao cotidiano uma sensação especial de alegria, emoção e prazer.
Sermos verdadeiros no que desejamos, atitude, coragem e de terminação é o que desejo a todos. Paz, serenidade e um caminho de descobertas eternas!Quando nos reportamos ao nosso passado, verificamos que tantos acontecimentos influenciam o nosso comportamento e moldam atitudes que precisam ser repensadas. Essa reflexão é uma prática de renovação, de faxina mental que torna tudo mais claro e real. A queixa é comum a muitas pessoas que se perdem no estreasse, na tristeza e, por vezes, na depressão. A dor e o não esquecimento de momentos duros, que dificultam as relações e as propostas catuais, ganham proporções exageradas.
Nesse vaivém de culpas, acusações e “infernos” criados e alimentados, que saturam a mente de pensamentos poluídos, negativos e desanimadores ficamos perdidos, sem um ponto de partida e apoio.
Para reverter esta situação angustiante é necessário buscar um novo ângulo de visão, aceitar que a própria vida caminhou, libertar-se do passado obscuro e virar a página do livro que compõe a história pessoal de cada um de nós.
Mandela, com a genialidade de líder, falou:
“Não posso
esquecer, mas
posso perdoar.”
É preciso assumir que as feridas existiram, e que as cicatrizes estão lá, por menores e quase invisíveis que sejam, presentes em nossa alma. Fazem parte do crescimento, do amadurecimento individual. Temos que descobrir o lado positivo desta dinâmica e aproveitá-la em nosso cotidiano, colocando na balança e dando os pesos certos para cada situação de nossas vidas.
Como perdoar? É um exercício de força de vontade, é trilhar caminhos difíceis, incertos e por vezes inesperados, é auto-conhecimento, é se dar oportunidade e acreditar em si, é entender os limites nossos e dos envolvidos.
Adubar a própria terra, deixar cair a tempestade que germinará a semente num presente promissor, iluminando um futuro próximo. A liberdade é um estado de espírito, é a paz num sentido simples, pleno e puro.
“Toda pessoa interessante tem um passado”, todos nós temos um passado.Partimos para a pequena cidade de Gonçalves, Sul de Minas, num domingo chuvoso do mês de Outubro. Como tudo era festa e a proposta descansar, fomos cheias de energia e com a certeza de que o tempo iria melhorar. E melhorou! Rodeada de pedras, cachoeiras e muito verde chegamos após três horas de viagem com muito calor e sol.


Na ânsia de localizar o local ideal para a compra de uma pequena casa no “mato” parti com uma amiga para rever este pequeno povoado. Faz 5 anos que estive pela primeira vez em Gonçalves. Logo na chegada me surpreendi com a modificação da estrutura da cidade para recepcionar o turista. É certo que muito falta para se igualar a outras pequenas cidades com a mesma característica como São Francisco Xavier ou Visconde de Mauá já tão exploradas.

Chegamos bem no contra fluxo onde a cidade estava se esvaziando dos turistas de final de semana. Perfeito para quem quer descansar e aproveitar a bela natureza com caminhadas, boa comida e uma excelente pousada. Ficamos na Pousada Passaredo, num chalé confortável e simples, ao lado de um riacho. A chuvinha no final da tarde completou o relaxamento. Almoçamos no primeiro dia no Restaurante no Pé da Pedra Chanfrada. Comidinha mineira, bem feita e gostosa. No caminho ficamos um tempo no mirante construído por uma moradora. Lindíssimo principalmente no final da tarde. Adoro essa natureza tranquila, animais no pasto, flores, pássaros cantando e o barulhinho das águas.





Pela manhã aquele imenso café e muitas caminhadas, uma delícia! Andamos por toda a cidade e observamos o crescimento do comércio voltado para o turismo. Porém durante a semana e fora de temporada e feriados muitas coisas fecham. É um imenso vazio! Desde o trutário até os restaurantes mais procurados fecham pelo menos até quarta ou quinta-feira. Uma dificuldade! Nem a massagem que tanto desejamos funcionava.amanha posto mais boa noite!

Um comentário:

  1. Amiga, quero que fique bem registrado, "Você se expressa com as palavras muito bem".
    Sabe hoje tenho mais "dores" no corpo e na alma, de quando tinha meus 20 poucos anos, mais também tenho mais experiências e maioria foram e, é agradáveis, sabedoria... Algumas só vem com a vivência. Não tem jeito.
    E como tenho sempre um "mantra", que "o universo sempre conspira a meu favor, sempre", é só colocar em prática os "bons pensamentos".
    Nada é tão ruim que não possa melhorar, e saudades... infelizmente temos que aprender a conviver.
    Nossa agora eu que estou nostálgica, seu texto me deixou assim, rsrsrsrs.
    Beijos de fada.
    Lua.

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