musica

26 de jun de 2011

Nosso domingo com vizitas



Orelha-de-padre é hora de colher. Lab-lab ou feijão mangalô do quintal








Orelhas-de-padre em vários estágios, couve, pimenta, cará-moela, manjericão







Para quem está chegando agora e não tem ideia de que orelhas são estas,







Já está virando tradição chegar esta época do ano e vir aqui  para colher orelha-de-padre que forra a cerca. É quando se podem encontrar vagens em vários estágios: verdes para comer como ervilha-torta, maduras com feijões graúdos e macios como favas, e secas com os feijões já duros, bons para guardar ou cozinhar como feijões. Eu acho ótimo porque a produção é grande e eu não dou conta nem de colher nem de comer tudo. A gente brinca que é trabalho de "a meia" como dizem na roça. Ele colhe muito, eu fico com um pouco e está tudo certo. E ainda acaba levando cará-moela, couve, pimenta, manjericão etc. Um trabalhão sem fim. Até Eliana entrou na dança ajudando a separar as vagens por categoria. Só paramos para o almoço que teve refogado de vagens verdinhas e planas, que roubei da colheita dele, acompanhando arroz, fritada, repolho com camarão seco e um pão que tinha acabado de fazer. Julgamos justo abrir uma lata de cerveja para o almoço ficar mais divertido. E esta foi o domingo por aqui que encerrou com um lindo por do sol





Orelha de padre refogada: refoga alho picado no azeite, junta um pouco de
água e sal, deixa ferver e coloca as vagens de orelha-de-padre, planas,
limpas, sem fios. Junta uns tomatinhos do quintal picados, espera amaciar as
vagens, tempera com pimenta-do-reino e salsinha





Maçãs para uma sobremesa rápida


. Enquanto almoçávamos, aproveitei a brasa que assou o peixe para amaciar umas maçãs. Poderiam ser bananas na casca. Almoçamos e voltamos rapidamente ao trabalho. O ricardo estava nol lidando com podas, que invariavelmente me obriga a estar por perto para fazer o controle e minimizar perdas (inevitáveis). É a escada que prensa na parede o galho de tomatinho, é a poda de um ramo que parece ser terminal mas é a matriz de vários outros, é um pisão aqui, outro acolá etc. Então, como sou apegada às coisas, fico ali só palpitando e colhendo o que seria perdido - de vagens de orelha-de-padre a tomatinhos verdes e maduros. Enquanto isso, comemos rusticamente as maçãzinhas feitas na brasa - num primeiro momento, com as cascas diretamente sobre a grelha e depois, viradas, sobre pedacinhos de folhas de bananeira que sobraram do peixe. Aí foi só espalhar por cima mel branco de Cambará do Sul, que ganhei da amiga Giovana Tucci, e polvilhar um pouco de canela. Pausa no trabalho para apreciar aquele creme que se fez sem intromissão - só tempo e calor. E, comer maçãs macias de colher ao ar livre meio gelado de quase inverno cheirando a lenha queimada com o ser amado, é tão bom que já podemos voltar às obrigações






A NOSSA JANTA
Fomos dormir cedo,


. De resto, foi subir e descer muito o pasto íngreme (minha casa fica bem no alto e a da minha mãe, no vale), às vezes no escuro atropelando vacas deitadas.





Por isto escrevo todo dia. Se paro, não quero mais voltar, perco o costume, fico a me perguntar pra que serve isto tudo. Dá um desânimo e uma preguiça desgramada, ainda mais quando volto daroça pra minha casa , onde viver parece tão mais simples. Depois, mesmo sem respostas, tudo passa.


Havia alguns anos que não passava o Natal e também o Ano Novo em sem ir pra praia hoje e´, em família, e de jeito tão calmo. Ninguém estava estressado, as comidas foram as de sempre, quase todas criadas, cultivadas e colhidas no próprio sítio ou na região e todos os dias foram festivos.


E o que não faltou mesmo foi assunto para o dia inteirinho, com todo mundo falando ao mesmo tempo ao redor do fogão, principalmente quando estão juntas as quatro irmãsminha irma gemea que veio da alemanha com o marido o resto e daqui mesmo 1 mora com nois e outra en bh. As prosas foram sobre a melhor conserva de pimenta (sempre se gasta algum tempo antes das refeições para se falar de pimentas, isto é comum?); sobre as abelhas arapuás que devoraram as minhas lichias que neste ano amadureceram antes do tempo; da galinha que está criando 18 pintinhos; do bezerrinho que não quer desmamar; do ninho com sabiazinhos perto da janela; do torrador de café que trabalha sozinho; das artes da nova cachorrinho pubbil; do excesso de berinjelas na horta; do pé de tomate de árvore que caiu com os ventos; do gato do mato que come as criações; do pato que quer comer a galinha ou dos perus que foram embora.


Aliás, achei que comeria peru, embora prefira frangos e angolas, mas minha mãe achou mais vantajoso vendê-los, o que não foi uma má ideia. hoje , jantamos cedo, com brinde e tudo,tudo uma delicia a comida de roça da minha mãe, excelente como sempre. Ah, sim, fiz lentilhas




Se tenho visitas, cozinho em casa. Se não, mal acabo de tomar café e alguém lá embaixo já grita que o almoço está pronto. Alguns passos e tropeços morro abaixo, a visão da fumaça na chaminé e a imagem do repertório provável de comida fresca e cheirosa para o dia (minha mãe não fica inventando, em compensação os pratos que faz foram aperfeiçoados ao extremo com a repetição), fazem o apetite reaparecer rapidinho. E foi assim, lá fiquei internada só saindo um dia pra comer lichia no pé num sítio próximo e comprar arroz cateto direto da máquina,




Chuchu refogadoda mae não pode cozinhar demais para não perder a cor. E com ovo, para o cunhado







O mangarito ainda não deu batatinhas, mas as folhas macias podem ser preparadas como as de taioba.



Fomos comprar arroz cateto para fazer com suã.






Desta vez meu pai fez o doce de mamão verde com rapadura (receita a partir da garapa temperado com canela e gengibre. Abelhas e abelhinhas, atacar!






Salada de catalonha com suas lindas flores azuis.







Um mar de pimentinhas cumaris voltadas para o céu.









Três espécies no mesmo espaço: moranga, jiló e berinjela.tudo conhido








Em menos de 20 minutos o jiló da horta virou um refogado com ovo.






A costela de porco veio do açougue.








O amarradinho de feijão paquinho veio do sítio vizinho, pra semente. nosso vizinho mandou






O milharal tem rendido: pamonha, cural, bolo e mingau salgado pra comer com frango caipira e quiabo (o melhor é feito assim, com o milho verde ralado para que apenas a parte mais molinha da pele dos grãos passe pelos furos do ralador, dando aspecto granulado). E pimenta, muita pimenta!








Abóboras ricardo conheu as de pescoço e morangas: sorte que elas duram meses vao pra despensa
http://come-se.blogspot.com imagens e texto

2 comentários:

  1. Sabe a pergunta que você fez pra você mesma? Então sempre faço. A minha resposta pra mim mesma é sempre igual, não importa se mil pessoas vão passar pela minha página ou se vai passar uma. Se alguma palavra, ou imagem que coloco lá ajudar alguém, fizer alguém sorrir ou sonhar, já valeu. Sabe por que? Porque 1º montei o "Anagic" para divulgar os meus trabalhos, agora posto nele o que eu aprendi nos cursos e que aprendi por aí. Ai montei o "Luasnegra", pois eu amo livros, e com o preço deles, não tenho dinheiro nem pra a metade do acervo que hoje tenho no blog (+ 750 livros), então quiz compartilhar meu amor disponibilizando os "download". Então veio o meu último espaço "Natureza...", determinadas reportagens que via queria expressar minha opinião, derrepente o "Natureza..." abriu uma porta de amigos que eu nem sabia que existia, troca de idéias e carinhos. E isso valeu tudo.
    * As imagens que você coloca, as palavras que você digita, são especiais para você e com certeza vai ser pra alguem que sem querer vai achar seu espaço.
    * Enquanto te der prazer de compartilhar continue...Eu particularmente amo sua página.
    Acho que por estar chovendo por aqui, eu meia gripada, acho que me empolguei no comentário e postei uma carta, rsrsrsrs.
    Beijos amiga, e uma boa semana.
    Lua.

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  2. Amiga! se é que posso chama-la assim voce vive o meu sonho, mas, infelizmente acho que omeu demora um pouco ainda pra se realizar.Um dia pode ter certeza eu chego la! bjo no coracao. AH AMEI SEU BLOG!!!

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