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28 de fev de 2012

Lembranças .....................


Lembranças









Recordo-me como se fosse hoje, a menina pequena, determinada e segura de si, descalça e feliz sem preocupações que corria de la pra ca sem responsabilidades sem medos
Gosto de manter viva dentro de mim essa menina, para quem nada era impossível e nenhum obstáculo era suficientemente grande que não pudesse ser ultrapassado… a gente cresce e descobre o lado ruim das coisas quando eramos crianças todos nos acreditávamos que havia um mundo lindo lá fora à espera para ser descoberto e conquistado.
la na fazenda tem porteira invés de porta
O que te faz sentir saudades? Eram os bons tempos em que acreditava que as pessoas eram genuína mente boas… Infelizmente, com o tempo aprende-se que afinal existem pessoas mesquinhas, egoístas, pobres de espírito que só se sentem felizes com a desgraça alheia… Contudo, gostava de acreditar que ainda é possível ter um mundo melhor, e poder voltar a encará-lo como aquela menina que fui em tempos.

A proposta desta postagem é falar de saudade, mas não é aquela saudade de pessoas, se assim fosse, seria fácil demais, eu por exemplo, teria uma lista.
Vamos falar da saudade de algo que tivemos e não podemos mais ter, de algum lugar que fomos ou vivemos e que temos muita vontade de voltar ou de uma época da nossa vida...
Eu começo assim... então tá,

Lembranças da infância iam passando como cenas de sua vida!



Lembrava-se da escada alta, imponente. Da cozinha, onde a mãe sempre estava fazendo doces ou cozinhando. E apesar de sempre sorridente, sua mãe, trazia uma tristeza indefinida, que ela não conseguia entender. Depois da cozinha havia uma sala, quase vazia, com alguns bancos compridos e uma mesa; e retratos antigos. Da sala, também se podia passar a vendinha, onde seu pai sempre estava a fazer contas. Seu pai também parecia ter seus segredos secretos. Às vezes ela observava-o. Ele, ficava horas a fio sentado, pensativo, olhando o nada. E vez ou outra, aparecia um freguês, em busca de querosene para lamparina, sal, açúcar. E outras coisas miúdas; e, sem trazer um tostão, sempre no fiado. E ele atendia com toda paciência. Mas à noite apareciam muitos compadres e vizinhos, que vinham para ouvir jogo no radinho de pilha. E também para tomar uma pinga e papear um pouco.


as crianças brincava no quintal pequeno. Mas que aos seus olhos era enorme. E ali no seu quintal, distante uns cinqüenta metros do “rio Pardo” havia uma árvore alta, de tronco grosso, que dava umas frutinhas muito parecidas com jabuticaba, e que chamavam de maria preta Porém, elas só podiam chupar quando alguém as tirava com um bambu, pois o pé era muito alto. Na frente da sua casa havia um cantei rinho de flores, feito por sua mãe. Com algumas folhagens e muitos cravos amarelos e vermelhos. Uma estrada bem grande passava na frente de sua casa. Terra Corrida, onde, dizem que a terra correu um dia.


Havia uma igreja, aonde ela ia sempre aos domingos e dias de reza. Elas também gostavam muito de brincar no coreto. O mês de maio era uma festa: sua mãe ensaiava a coroação, vestia de anjo, porém nunca podia coroar, e se irritava com isso, fazia pirraça, ficava que nem “galinha de pescoço destroncado” Também, quem mandava ter voz de taquara rachada, assim quem agüentaria ouvi-la cantando?! Kkkkkkkkk Os anjinhos sempre ganhavam prendas como: “galhos de biscoitos e balas” (galhos cheiinhos de biscoitos deliciosos e balas), pencas de mexericas e balas, balas, doces, etc.
Depois da coroação, formavam-se imensas rodas, de rapazes e moças, que brincavam e flertavam, em inocentes olhares. E os “anjinhos”, além de aumentar a roda, serviam para atrapalhar os possíveis namoros.


A igreja ficava do lado esquerdo e ao lado direito havia duas casas pequeninas, onde moraram, seus avós ; em outra casinha mais para frente, as tias , depois a professora, os avós maternos , e outras pessoas, as quais sua lembrança não é capaz de fazer-se vingar no exato momento...


E bem perto de sua casa havia um enorme pé de mexerica, que adorava subir, afim de pegar as maiores e mais suculentas. Logo depois da igreja, havia uma ponte sobre um ribeirãozinho, onde ficava horas vendo os peixinhos nadando. Ao lado direto da pontezinha, tinha um terreiro enorme onde se secava café; e também uma pequena escolinha onde estudava com a irmã Depois do colégio, havia um lugar o qual chamavam de quintal, onde tinha uma pequena casinha, cercada de muitas frutas e que adoravam brincar e pegar frutas: laranjas, mangas, goiabas, araçás, graviolas, biribas, ameixas, bananas. Frutas que eram café, almoço, lanche. E nem se preocupavam com a hora de voltar pra casa. E, o rio passava preguiçosamente bem ali e chegava a lavar as mãozinhas nas suas águas. Sem atinar no perigo que corria . E bem distante uns quilômetros havia a casa da viúva negra, da qual todos morriam de medo!
Perto da casa do outro lado da estrada havia um moinho, bem em baixo do morrinho da igreja. E lá de cima vinha a água que eles bebiam. Que era à força do moinho e também encanada para eles usarem. E na estrada havia uma ponte que levava a dois caminhos de sentido contrários, que margeavam o rio. Ao lado esquerdo e no sentido em que o rio corre, sem que na verdade ele corra, na terra que se dizia corrido, o rio parece é passear por entre suas margens, silencioso e calmo, ele segui rumo preguiçosamente... nesse lado as margens do rio , havia a casa do senhor moacir e da dona celia, mulher de coração bondoso que sempre dava bolo as crianças quando apareciam lá para brincar. Era uma casa em meio a grandes pedras redondas, com um belo alpendre. Continuando a trilhazinha as margens chegava-se a um regaço onde havia um pé de “coquinho meleca”, ao sopé da montanha e de um ribeirão adoravam passar por ali e catar os coquinhos, chupá-los, depois quebrar e comer. com quem elas brincavam de boneca. Porém, as bonecas nesta época eram de pano ou de sabugo de Minho, . esbaldava com as bananas cozidas para os porcos, pegava umas e comia com melado. Hum, Delicioso! Ah se a saudade conseguisse trazer ao menos por segundos aquele gostinho de aventura misturado com gotículas de infância! Ah, com certeza ela se deliciaria eternamente! E essa nostalgia pudesse doer menos. Porém isso é impossível, por mais que cozinhe bananas e passe melado nelas, jamais serão iguais aquelas! Continuando o caminho subindo pela trilhazinha da montanha, . E, brincavam no paiol de fazer roupinhas para os ratinhos, eca!


Voltando a ponte: se caminhássemos para o lado contrário, subindo a margem do rio , encontraríamos muitas outras casas.

E assim era o pequeno mundo encantado, mágico e feliz!


Engraçado é que o rumo da vida da gente parece se repetir, parece-me que na verdade temos sim o destino, se não traçado, ao menos “rabiscado” por Deus. E, com toda certeza, um rabisco mais que perfeito. Não sei se o destino se repete ou se ele é mesmo mágico, só sei que os planos de Deus são sempre os melhores em nossas vidas. O que nos falta na maioria das vezes é aceitá-los e segui-los.
Em meio a muitos anos passados confronta a mesma situação.
Na parte dos fundos da casa, um pé de carambola. Meio sem graça assim como fruta mas uma gracinha quando era transformada em doce de estrelinhas..

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